22 abril 2006

Araponga orkuteira

O Orkut continua surpreendendo.
Com tanta melhoria pra ser feita – rapidez de comandos e precisão nos dados, por exemplo –, agora inventaram um serviço que possibilita ao usuário saber quantas vezes o perfil foi acessado e, grande polêmica, por quem. Na verdade é possível ver apenas os últimos cinco acessos do dia anterior, o que, convenhamos, é muito pouco.

Mas a neura já começou. “Andou me espionando, é?”, foi a frase que eu encontrei em duas mensagens de mail no primeiro dia do novo serviço. O interessante é que eu havia trocado scraps com essas duas pessoas, mas só no dia anterior. Se até os amigos que falam regularmente com você estão se sentido vigiados, é sinal de que o Big Brother dominou o pedaço.

Decidi conferir mais a fundo e entrei ao acaso em vários perfis. O assunto era um só: acabou o direito e a liberdade de transitar incógnito entre amigos, inimigos ou desconhecidos.

O que ninguém está levando em consideração é que se pode desabilitar esse serviço, impedindo que os outros saibam que você os visitou, ao mesmo tempo em que você não vai saber quem anda pelo seu perfil. Ou então - como eu li em vários lugares -, criar uma identidade falsa e navegar incógnito.

É aguardar pra ver a confusão que vai se instalar nos próximos dias - namorados enciumados, desafetos contrariados, estranhos questinados. E lembrar que esse é um espaço pra diversão, não pra neuras e policiamentos.

Só pra deixar claro: quem encontrar meu nome entre as cinco últimas visitas, não estranhe. Foi a mais pura pesquisa jornalística. :p

3 comentários:

Ana disse...

Pois é, Sean!

Também aconteceu comigo... E fiquei fazendo um retrospecto mental pra ver quem euzinha havia xeretado... Paranóia total!

Fiquei de cara até descobrir que podia desabilitar! Melhor assim!

Bjs!

marcia disse...

uma vez a Ruth Cardoso foi flagrada pela imprensa num pai-de-santo. e a mulher do presidente disse que estava lá por "interesse antropológico". a-hã.

eu espio mesmo, tudo e todos. suponho que ninguém escreve no orkut sob coerção. é uma das culpas que eu não tenho.

Graziana disse...

Hummm, bom álibi este, pesquisa jornalística...
:p