18 julho 2006

Rancor & morte

A religião judaica é um dos maiores casos de marketing que eu conheço. Da arrogância que a fez romper com o cristianismo – por não aceitar um deus mortal e plebeu – restou uma pecha de avaro e soberba que carrega por séculos.

Para os radicais arrivistas judeus, o abominável e insano massacre de milhões de pessoas que professavam a fé judaica na Segunda Guerra foi a desculpa pra transformarem o judaísmo em uma ‘etnia’, forjar um país e fazer fortunas. Em aliança com os novos donos do poder, tomaram na mão grande o território dos palestinos, matando e destruindo o que fosse necessário pra ter sucesso.

Fazem um tipo de terrorismo de Estado amparado por uma suposta lei; trucidam, mutilam e roubam terras, sonhos e vidas dos países do entorno. Aparam-se no senso comum de que ricos matam pra salvar o mundo, e pobres, porque são terroristas ignorantes e primitivos.

Agora, sem nenhum fundamento legal, invadiram o Líbano – como em 1982 – e estão massacrando sistematicamente crianças, pais e cidadãos, gente que acorda pela manhã apenas preocupada com as pequenas coisas que materializam o ato de viver. Pessoas que, assim como os fiéis judeus na segunda guerra, estão morrendo sem ter motivo, todas vítimas do ódio e preconceito de uma Religião-Estado que quer acertar as contas com a História por vias tortas, exterminando quem não tem defesa.

Ainda será preciso erguer quantos campos de concentração e acionar quantos tanques e mísseis pra despertar a consciência da arrogância, do avaro e da soberba que promovem genocídios, agora, em nome do “povo escolhido”?

A História parece não ter ensinado nada para os líderes da religião judaica: nenhuma ação de marketing se sustenta sem mudança. E se milhões de mortes dos próprios fiéis não foram capazes de fazer diferença, não acredito que a chacina de “outros” fará. Rancor e morte passaram a ser valores de Estado.

Será que o povo escolhido já percebeu isso?



- a Thelma já comentou isso no blog dela. passa lá -

10 comentários:

Ana disse...

Nunca entendi. Nunca vou entender.
Nem, antigamente, nas aulas de geografia e história, nem anos a fio, nos noticiários. Isto tudo pra mim é insano, inexplicável, injustificável.
Fé e religião não deveriam culminar em disputas e guerras nunca. É por essas e outras que não me identifico com nenhuma crença.

marcia disse...

difícil falar sobre isso sem ser reducionista, mas vamos lá. o judaísmo é a mais antiga das três religiões monoteístas, e o cristianismo nasceu dele. nesta ideologia, como também no cristianismo e como também no islamismo, temos um povo que se considera "escolhido". neste ponto elas são essencialmente iguais: a tradicional oposição entre "nós" (os escolhidos) e "eles" (todos os outros, sejam quem forem). no cristianismo, você vai encontrar esta manifestação de forma profunda nas igrejas evangélicas. no islamismo, nem precisamos comentar. no judaísmo, é exatamente o que você descreveu.

por isso as religiões monoteístas são intolerantes, e por isso o judaísmo e o islamismo, especialmente (porque têm códigos morais tão estritos), são excelentes caldos de cultura para ações extremistas que, no fundo, só servem aos interesses de quem quer se manter no poder. money, money, money.

não existem inocentes nesta história, a não ser os civis que morrem sem saber por quê, que têm suas vidas atormentadas a cada ciclo da história. por eles eu lamento profundamente.

quando vi as imagens do Líbano não acreditei. me vi adolescente, no início dos anos 80, com o mesmo furor pela libertação da Palestina. só que hoje consigo compreender que o mundo não é em preto e branco, e que não existem anjos nem demônios: apenas homens, de um lado e de outro, lutando por terra, dinheiro e poder. e usando a religião como o melhor instrumento para manipular multidões.

sendo bastante realista, não acredito em nenhuma chance de paz para o Oriente Médio. em um mundo em que ser judeu ou árabe já diz se uma pessoa vai ser julgada como boa ou má, correta ou incorreta, que espaço existe para qualquer racionalidade? para o convívio tolerante de qualquer diferença?

eu tenho amigos judeus e amigos árabes. nossa, tenho até alguns amigos católicos.

marcia disse...

meu deus, escrevi uma tese. sorry, beibi.

Que chita bacana! disse...

Essa mentalidade de povo perseguido vem de muito antes da Segunda Guerra basta ver seus dias de celebracao: Hanukkah,que relembra a luta contra os 'opressores' gregos; Remembrance Day, dia de relembrar os soldados mortos contra os arabes; Passover, a fuga da escravidao no Egito; Dia do Holocausto, e por ai vai...
E me dar um gelo na espinha quando penso que, mais do que nunca, essa mentalidade ta sendo passada pra nova geracao. Pior ainda, mal se pode falar isso sem ser taxada de anti-semita.
Penso que basta isso se esticar um pouquinho pro lado do Ira pra se tornar um conflito mundial. O que e bastante preocupante, afinal Tony Blair nao e nenhum Wiston Churchil, muito menos Bush e um Roosevelt...
Enfim, 'east or west, peace is best'.
cheiro.

Sean Hagen disse...

*

ANA
também não entendo como essas questões podem acabar em genocídios. é absurdo demais. e pra que serve uma religião, no final? pra incitar a morte? beleza!


MARCIA
não sou um conhecedor das religiões como vc, mas sei que o dogma da maioria se baseia no "somos os melhores, os escolhidos". o que me deixa horrorizado é quando o "somos os mehores" se torna a constituição de um Estado, que se dá, assim, direitos legais de exercer essa "melhoridade" a que custo for. e sempre é amparado pela lei e o poder norte-americano. quanto às religiões, quem acompanha o blog já me viu destroçando o cristianismo e qualquer outra forma de pensar que reduz e oprime via crença. morte às religiões, e viva os fiéis! ainda mais quando são jeitosinhos.
;)


FABIANA
concordo com você. hoje, questionar o judaísmo é ser taxado de nazista e anti-semita. só eles podem fazer muros pra concentrar os palestinos no gueto, matar sem julgar, sequestrar, invadir territórios em nome da superioridade religiosa. similitudes com o nazismo, um regime totalitário e sanguinário, é mera coincidência.
abaixo governos totalitários e viva o povo livre!
e viva os chavões!


*

Que chita bacana! disse...

Sim, mas o que e 'chavoes'?

Anônimo disse...

eu mesma so virei anti-semita depois que casei com um judeu!

Cássia disse...

Não sou anti-semita nem anti-islamismo. Sou pró tolerância.

Ao que disse a Márcia: "não existem anjos nem demônios: apenas homens, de um lado e de outro, lutando por terra, dinheiro e poder", acrescentaria "no meio, a maioria absoluta de inocentes de ambos os lados".

Rick disse...

A culpa é da religião, sabe?

Sean Hagen disse...

*

FABIANA
vc tá há muito tempo fora do brasil, hein?
chavão é uma idéia muito esteriotipada, muito batida.


ANÔNIMA
eu não sou anti-semita, não.
nem poderia: tenho exatamente metade de sangue árabe correndo nessas velhas veias.
sou é antimassacre, anti-estupidez, antirracismo.


CASSIA
penso o mesmo.
é por isso que respondi pra marcia que fico com os 'fiéis', não com a religião.


RICK
a culpa sempre é de quem se deixa dominar por idéias absolutas e não se abre à negociação.
e religião é uma delas.


*