30 maio 2007

Pés gelados

Dez e cinqüenta da noite. O termômetro em frente ao Parcão marca 7°. Uma chuva fina cai sobre a cidade, acentuado ainda mais a sensação de frio. As poucas pessoas que estão esperando o ônibus se aquecem como podem pra não virar picolé. Uns 10 metros à frente, uma cena inusitada chama atenção: um homem, vestido só com um calção curto, caminha a passos largos, aquecendo-se pra começar a correr. A cor da pele, no escuro da noite, e em total dessintonia com o frio, torna a cena irreal. Esse é o mês de maio mais frio em 20 anos no Rio Grande do Sul. E quem conhece o solo gaúcho sabe o quanto a umidade é capaz de acentuar a sensação térmica.

Mas o cara não estava nem aí, parecia feliz, tanto que levava a tiracolo um bela loira, agasalhadíssima com roupa de ginástica colada ao corpo. As únicas coisas à mostra eram as pernas, as costas, os braços e o colo. Provavelmente ainda não está acostumada ao frio.

Agora, pra alguém que quer provar que é o cara, andando quase pelado num frio de renguear cusco, faltou senso de ridículo. O malandro tava de touca. É, dessas de lã. Tênis, calção e touca. Deve ser o típico esquisito que transa de meia. Pelado e de meia. Carpim preto, dos bem tradicionais.

26 maio 2007

Alien novo


Áh, vansefuder.

Agora estão fazendo terrorismo até com a minha boa e velha pipoca de microondas. A embalagem de papel, quando aquecida, libera uma substância cancerígena que encharca os floquinhos crocantes. É o bom e velho teflon, que as donas de casa adoram porque evita que a comida grude na panela.

Tremenda sacanagem. Ainda lembro o estardalhaço que se fez sobre esse revestimento. Era quase divino, tinha sido usado pelos astronautas da Nasa em missões espaciais.

Talvez tenham usado em fraldões geriátricos, não em saco de pipoca. Deu no que deu.

24 maio 2007

Eu não sou uma gralha azul

Uma criatura neurótica alega não comer pinhão porque parece barata.
Eu comeria todas as baratas se tivessem gosto de pinhão


E o tal frio começa a dar as caras. Tímido ainda. Às duas da manhã, a temperatura oficial em Porto Alegre era de 7°, mas a sensação térmica estava mais baixa. E alguns lugares da cidade, mais baixa ainda. Se a meteorologia acertar, coisa rara, vão cair mais uns graus já ao anoitecer.

Que piada ficar cruzando os dedos pra que um friozinho merreca desses persista e traga a ilusão de que é possível viver civilizadamente. Foi-se o tempo em que o Rio Grande do Sul tinha as quatro estações bem demarcadas. Agora temos um cáustico verão eterno, com dias pontuais de temperatura amena em junho e julho.

E não é só pelo fato de poder caminhar duas quadras sem suar cântaros que gosto do frio. O corpo pede ação, o estômago pede ação, o cérebro pede ação. A gente se sente vivo, e não uma batata assando no microondas.
Na foto fica bonito, mas não se engane, está verde.
O melhor é quando está vinho-escuro, com mais peso e bem maduro


Ontem me fartei com pinhões, talvez o maior ícone do inverno pra mim. Se tivesse que levar meia dúzia de alimentos pra uma viagem à Marte, pinhão seria um deles – filé mal passado, coca cola, chocolate, doce de ovos e pão seriam as outras. Não sei se o pessoal acima do Paraná é familiarizado com pinhão, mas eu sugeriria que todos provassem pelo menos uma vez na vida. Cozido com água e sal, ou assado direto na brasa, é supimpa, daqueles alimentos prefeitos.

Pena que as florestas de araucária, único pinheiro brasileiro, estejam em acelerada extinção. Reza a lenda que a gralha azul era a maior responsável pelo plantio das árvores. Olhuda como ela só, enterrava o pinhão pra esconder dos predadores. Mas como sempre guardava muito mais do que podia comer, acabava virando eco-florestadora.
Alguém duvida que a gralha azul é torcedora do Grêmio?

Eu e a gralha só temos em comum a paixão pelos pinhões. Mas já pensei seriamente em botar minha toca azul e fazer terrorismo ecológico. E depois, esperar que o maldito frio apareça pra eu poder colher pinhões nas ruas e praças em que escondi as preciosas sementes carnudas.

22 maio 2007

A mancha


Virgínia Woolf escreveu um belo conto sobre a angústia de ser, totalmente estruturado sobre um ponto misterioso na parede. Ao indagar que raio é aquilo que surgiu do nada, acaba questionando a ação de viver. Trago esse exemplo pra dizer que não tenho o talento de Woolf, mas tenho uma mancha existencialista em minha vida.

Não recordo claramente do momento em que encontrei essa marca incrustada no basalto de uma rua erma, atrás da Faculdade de Comunicação da UFRGS. Nesses 21 anos em que fui e voltei por aquele caminho, a mancha continua lá, intacta e imutável. É como se jogasse na minha cara a mudança que só eu sofri: deixei de ser o pós-adolescente que se achava capaz de mudar o mundo, pra ser o homem que sabe que foi o mundo quem o mudou. Na verdade, seria mais um processo de retroalimentação, e talvez por isso eu ainda faça o ritual de olhar para o chão cada vez que passo por lá, da mesma forma que um fiel se benze ao passar por uma igreja.

Já pensei seriamente em transformar a mancha em uma marca definitiva no meu corpo, uma tatuagem que servisse para lembrar onde estive, onde estou e pra onde quero ir. Algo que me alertasse, assim como um farol ilumina a noite, da inconsistência do tempo e da fugacidade dos anos. O difícil é decidir se faço no ombro ou no tornozelo.

19 maio 2007

Menina de bom gosto

Pois é. Eu vi o ensaio da Thammy com a namorada, Júlia Paes. As duas nuinhas em pelo.

E ficou bem legalzinho, viu?
Fiz post aqui ano passado falando da minha indignação por só ter sabido que ela tinha bofizado seis meses depois de toda a mídia noticiar. Agora eu vi o ensaio na hora, mas não consegui fazer o post antes. Mas tá valendo ainda.

A revista é a conceituadíssima Sexy Premium. E que saber? Todo mundo tem direito a ganhar uns trocados honestamente. E com uma namorada como essa, a Thammy tem mais é que se exibir mesmo.

Algumas fotos tão nesse blog aqui, e apesar de não ter nada de chocante, menores de 18 e pudicos não devem olhar. Não quero ser responsável por cegueira histérica.

17 maio 2007

Pérolas e porcos

Lembro da primeira vez que vi a Lalinha. Até aquele momento, eu nunca tinha visto um recém nascido mal encarado. Ela parecia o chaveirinho de uma velha rabugenta enrolado em xales. A cara amassada e o ar de poucos amigos foram o prenúncio que eu precisava para confirmar que algo de muito bom havia começado naquele 17 de maio de 1992.

Lauren não era um bebê, era uma tsunami. Tinha uma força de caráter tão forte que suspeitei por algum tempo ser o Bebê de Rosemary. Pequeninha, gordinha e cheia de dobras, incutia medo quando contrariada. Com ela não havia essa de regras e padrões, ela ditava as regras e os padrões. Sempre gostei de torturar bebês com cócegas pra ouvir a deliciosa risada histérica. Com a Lalinha a dificuldade era, primeiro, ouvir a risada, já que ela não mostrava as gengivas facilmente. E, segundo, não ser fulminado com uma cara de reprovação por passar dos limites, o que já acontecia no segundo cuti-cuti.

O lalês, uma língua estranha que só a mãe dela compreendia, foi criado por esse ser. Andava pela casa como um anão emburrado, resmungando impropérios, e ai de nós se não fingíssemos entender tudo.

Mas é aí que entra o lado fascinante desse criaturinha: a capacidade de observar, aprender, crescer, melhorar. O mau humor virou sarcasmo, que virou ironia, que virou palhaçada explícita e acabou num humor sofisticado, desses que não se espera encontrar em uma criança. Lalinha é criadora do famoso sr. Fio, uma entidade que se torna atuante quando as indisposições estomacais acometem os viventes. Sr. Fio nada mais é do que a denominação carinhosa do vulgar “ânus”, e contração respeitosa de fiofó.

Aprendendo a rir de si mesma, enquanto ri de tudo, Lauren construiu um sistema de valores amparado no carinho e na preocupação com o outro. Solidariedade é uma ação que ela exercita com a mesma naturalidade que ri. Tem essa capacidade rara de se colocar no lugar do outro e sentir o que ele sente, de dar a mão, de trocar o riso pelo choro se for necessário.

Para ela, havia dois caminhos possíveis: ser a “bonequinha do papai”, ou a moleca de personalidade, capaz de enfrentar o mundo por uma idéia. Escolheu o segundo, o mais difícil, e provou que nada pode impedi-la de seguir em frente. Loira, sim; preguiçosa pra estudar sim, mas burra, nunca.

Personalidades fortes atraem o bom e o mau das pessoas, e não é fácil lidar com isso desde cedo. Nesses 15 anos, muitas foram as lágrimas derramadas, as amizades desfeitas, as apunhaladas recebidas. E por mais que tenha havido dor nesse processo, ver a tenacidade com que essa baixinha enfezada se construiu, me enche de orgulho. É o preço a pagar pra quem decidiu viver a vida como protagonista, e não como coadjuvante. Lauren tem pressa de sentir, de querer, de amar. Quer o agora e o depois juntos. Quer o distante e próximo num mesmo lugar.

Se pudesse, eu daria o mundo a ela, mas não posso e nem devo. Esse prazer eu sei que ela vai conquistar sozinha, errando, acertando, brigando, amando, vivendo. O máximo que posso fazer é dar o meu amor incondicional, e devolver um pouco daquilo que recebo. Não sei por quanto tempo conseguirei me fazer grande pra acompanhar essa trajetória. Mas na verdade isso pouco importa. Esteja onde estiver, quero que ela saiba que sempre será a minha porquinha loira, minha cabeluda fedorenta, a minha gordinha amada. E que o mundo gira, mas eu sempre estou no mesmo lugar.

14 maio 2007

Pôrta Legre

Quer ver uma coisa que me irrita? Ligar a TV e ouvir paulista e carioca dizer Pôrta Legre. Qual o problema em falar certo o nome?

Eu não digo Sã Paulo ou Ridjá Neiro. E uso pra cidades o mesmo esquema que uso pra pessoas. Quando conheço alguém com um nome não usual, a primeira coisa que faço é perguntar como se pronuncia e escreve. É uma questão de respeito, as pessoas e coisas são nominadas por alguma razão específica. Sei bem a confusão que causam quarto letrinhas – s, e, a, n – quando as pessoas se recusam a ler o que está escrito ou decidem pronunciar da forma que elas gostariam que fosse. É muito complicado aceitar que o nome é meu, e eu sou meu nome?

A grafia também é importante: Sean é diferente de Ciã. Notam? Marcia sem acento é uma coisa, Márcia com acento é outra – tô certo dona Pinta?

Mas voltando a vaca fria. São duas as tribos que adoram assassinar o nome da cidade: os descolados – atorezinhos, modelos, cantores da hora, publicitários – e os boleiros – jogadores, repórteres, cartolas. Longe desses guetos, a coisa tende a ser mais civilizada.

Eu fui bem educadinho pela mamãe, conheci de perto o cinto de papai, e uso minha colônia penal de neurônios da melhor forma que posso. Mas tudo tem limite. Se o malandro vier cheio de marra me perguntar “Xan, você mora em Pôrta Legre?”, lamento, mas o tempo fecha. E vira um lindo céu da capital gaúcha, negro e carregado como só os nativos sabem apreciar.

11 maio 2007

A vida é um pandeiro

Um
Ela é gremista. Ele, colorado. Reza a lenda que gaúcho só sabe se expressar por dualidades e joelhaços. Mas o amor foi maior, e superou a animosidade entre os torcedores de times rivais. O filhinho de seis meses ninguém sabe pra que time torce. Desde ontem, Ele não torce pra time nenhum. Levou uma facada no peito depois de encher Ela de porrada. Não suportou ver o Grêmio bater o São Paulo e pegar a vaga pras quartas de final da Libertadores da América. Ela achou por bem acabar com a rivalidade. O amor é lindo. Mas o futebol é bruto.

Dois
Todos os telejornais – e eu falei TODOS – estavam extasiados que o papinha abanou pra multidão em seis horários diferentes do dia. E a expectativa era de que ele poderia aparecer novamente, a qualquer momento, na sacada do mosteiro. O sumo pontífice quebrou o protocolo pra ver o povo! Ele ama o povo brasileiro! Essa foi a conclusão de todos os telejornais – e eu falei TODOS.
Sai o papinha-beija-chão, entra o papinha-aparição.

Três
Não tenho nada pra comentar aqui. Só não queria confirmar a lenda de que todo gaúcho é dual e se expressa no joelhaço.
Sou tosco, não burro.

09 maio 2007

Canastrices católicas

Ratzinger em sua melhor performance:
Darth Sidious, em Guerra nas Estrelas

Eu não agüento mais ouvir falar no papa. Juro, meu saco estourou. Até a cor do cocozinho dele significa alguma coisa. E quantas vezes vou ter que ver a criança com cinco cabeças e uma orelha, que atravessou a pé a selva, do Acre até Aparecida, pedir um aparelho de surdez pro santo Papinha?

Por zeus, que histeria é essa? Enquanto a mídia diz que o Brasil está aos pés do papa, o papa pisa no Brasil. E dá-lhe condenação aos homossexuais, ao aborto, a camisinha, as liberdades civis e o escambau. Até a gurizada entrou na dança, e o ato de “ficar” – que tira o sossego dos pais, mas não mata ninguém – virou passível de excomunhão. Já dei adeus a minha sobrinha de 14 anos, mas sem beijo de despedida. E se isso for proibido?

Aos fiéis ferrenhos, faço um pedido: parem de ler o texto aqui. O que vou dizer agora pode ser ofensivo e idiota, mas como já estou condenado à danação eterna pela minha vida de pecados, assumo o risco.

Sabem o que acho? Que seria muito mais proveitoso pro catolicismo se o avião do papa sumisse em algum ponto do oceano. Como podem querer arrebanhar novas ovelhas se determinam até qual pasta de dente é benta? – as de empresas amigas do Vaticano, é claro. A ironia é que tudo é pecado, mas o luxo e a luxúria em que vivem o pontífice e seus garotinhos continua sendo uma necessidade básica para expressar a fé na sua mais alta pureza. E não venham falar em pedofilia, por favor, porque toda criança estuprada por um padre vai pro céu como anjinho. Compensações de uma religião fraterna, é claro.

Como a morte humaniza e santifica as pessoas, e todos os erros são esquecidos e perdoados, cada papa que morre zera a conta e deixa créditos pro seguinte. Sem falar que o espaço na mídia iria se multiplicar por mil: a procura dos destroços, a comoção mundial, o corpo achado intacto, o enterro, a busca de um novo papa, a criança de cinco cabeças e um orelha que atravessou a selva e nadou até o Vaticano pra pedir um aparelho de surdez. É o espetáculo da fé renovada.

Deviam eleger e matar um papa a cada dois anos, no máximo. Mas como eu não trabalho no marketing do Vaticano, vou ter que agüentar essa ladainha sem fim. Agora, se produzissem um filme de terror com o Ratzinger como protagonista, eu pagava pra ver. Com aquela cara de endemoniado, ia ser block buster na certa. Talento pra isso ele já mostrou de sobra

07 maio 2007

Acerto de contas

Minha vida não renderia um livro. Definitivamente, não. Quando olho pra trás, vejo que foram alguns poucos momentos que ficaram impressos naquilo que chamo de “eu”. Não porque eu seja um chato, apesar de também poder ser, mas porque acho que a vida real não é feita de grandes gestos, não é recheada de acontecimento notáveis e espetaculares. Um nascimento, uma morte, um carinho, uma traição, uma palavra certa dita na hora certa. É dessas pequenas coisas que me componho.

Sábado eu participei da festa de um aninho da Luísa, um bebê encantador de lindos olhos azuis. Renato, o pai, conheci piazinho, mas só fui estreitar os laços já adulto, na faculdade. Por coincidência, a mãe dele, que estava lá, era a professora que cuidava da pequena biblioteca da escola estadual em que eu estudava.

Foi pelas mãos da professora Maria Silvina que eu dei o primeiro salto na vida. Era na modesta biblioteca – que tinha uma sensação de acolhimento e desafio – que me senti alguém. Quando eu entrava, parecia que toda a atenção se concentrava em mim. Maria Silvina sempre tinha uma indicação certa de leitura, além de estabelecer uma conversação igualitária e não condescendente com alguém de sete anos. Eu me sentia mais do que o caçula de quatro irmãos, o aluno 28 na chamada ou um conceito genérico de criança: eu era um ser pensante, respeitado como tal.

Como o crescimento sempre é infinito, só a sensibilidade explica qual o momento certo de propor novos desafios. E um dia, sem eu entender bem o porquê, fui apresentado a Monteiro Lobato. Acostumado com os finos livrinhos com mais ilustrações do que texto, tomei um susto aos ver As reinações de Narizinho, uma leitura que Maria Silvina garantia ser a minha cara. Naquele momento eu achei impossível atravessar as 300 páginas do “gigantesco” volume, mas como dizer não pra alguém que eu admirava?

Devorei o livro, e ao virar a última folha, uma porta estava aberta. Eu me sentia outro, me via como outro. Era como se eu tivesse sido autorizado a pensar, argumentar e debater. Claro que eu já fazia isso antes, mas transpor aquele calhamaço foi um ato de confiança, foi descobrir que eu podia fazer algo de “grande”. Talvez minha primeira incursão no sentido de maturidade.

Pouco depois, Maria Silvina deixou a escola e a biblioteca nunca mais foi a mesma. Tampouco eu era o mesmo. O processo de mudança era irrefreável, e eu sabia ser capaz de caminhar com minhas próprias pernas.

Centenas de outros livros vieram, o mundo deu n voltas, e lá estou eu em uma festa observando o rosto que tanta lembrança me traz. Ali, senti que era o momento de acertar as contas. Ainda me emociono ao lembrar do sorriso luminoso e dos olhos molhados de Maria Silvina quando confessei que ela foi marcante na minha vida. Um pequeno grande momento que ela me proporcionou novamente.

Não consigo imaginar quem eu seria se ela não tivesse cruzado meu caminho. Maria Silvina fez a diferença e foi bom dizer isso a ela. Foi bom dizer “eu sou alguém que você ajudou a botar de pé”.

04 maio 2007

Seu verme!


Então, tá. Agora descobriram um gene, o PHA-4, é responsável pela longevidade e a melhora na qualidade de vida. Quando estimulado em testes de laboratório, aumentou em até 30% a permanência na terra das cobaias – as que foram torturadas com uma dieta alimentar restritiva viveram ainda mais.

Tá bom, hein?
Eu, que sempre achei que não passaria dos 70, posso ir até os 90, na boa. Mas lamento dizer que isso ainda é pra poucos, só pros elegantes. Elegantes do tipo C. elegans., vermezinhos de um milímetro iguais a uns de mais de metro e meio que conheço. Mas tudo é teoria ainda, só foi aplicada nos vermes pequenos. Até os vermes grandes vão ter que esperar.

Agora, desconfio que essa pesquisa foi patrocinada pelo MacDonalds: sai o pão de minhoca, entra o pão C. elegans.. E de brinde, as crianças ainda ganham uns vermezinhos coloridos pra colecionar. Saudável e educativo.

02 maio 2007

Alhures


Chove pela manhã a fora.
Ainda há chance de um dia perfeito.