26 maio 2007

Alien novo


Áh, vansefuder.

Agora estão fazendo terrorismo até com a minha boa e velha pipoca de microondas. A embalagem de papel, quando aquecida, libera uma substância cancerígena que encharca os floquinhos crocantes. É o bom e velho teflon, que as donas de casa adoram porque evita que a comida grude na panela.

Tremenda sacanagem. Ainda lembro o estardalhaço que se fez sobre esse revestimento. Era quase divino, tinha sido usado pelos astronautas da Nasa em missões espaciais.

Talvez tenham usado em fraldões geriátricos, não em saco de pipoca. Deu no que deu.

17 comentários:

Sean Hagen disse...

UOL MÍDIA GLOBAL

Substância suspeita de ser carcinógena agora está onipresente
Jeff Nesmith
Em Washington

Novos estudos realizados por cientistas e pesquisadores de universidades para os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que uma substância química apontada como um provável carcinógeno humano está presente no sangue de quase todo americano, incluindo recém-nascidos [carcinógeno é um agente que provoca o aparecimento de tumores malignos no organismo].

A substância química, o ácido perfluoroctanóico, está associada à fabricação e uso do Teflon e outros produtos impermeabilizantes. Ele é normalmente conhecido como PFOA.

Tim Begley, um químico da Food and Drug Administration (FDA, a agência de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos), informou em 2005 que o PFOA e substâncias semelhantes usadas em produtos de papel nos quais alimentos como pizza e pipoca são vendidos tendem a migrar para o alimento quando o papel é aquecido.

Os sacos de pipoca de microondas liberam centenas de vezes mais dessas substâncias que utensílios revestidos com substâncias como Teflon, informou Begley. Em um estudo posterior divulgado neste mês, Begley confirmou seus resultados anteriores e produziu dados que questiona se a FDA está subestimando a quantidade de substâncias químicas que contaminam os alimentos.

Deirdre Flynn, diretora executiva do Popcorn Institute, disse em uma entrevista por telefone que "a indústria da pipoca trabalha arduamente para produzir um produto seguro e de qualidade para os consumidores. A FDA e a indústria sempre trabalharam juntas para assegurar a segurança", disse ela.

Dan Turner, um porta-voz da DuPont, que usa PFOA na produção do Teflon, disse que a empresa está convencida de que seus produtos não representam ameaça à saúde humana. "A DuPont acredita e mantém que os produtos vendidos ao consumidor com traços de PFOA são seguros para seu uso pretendido", disse em uma entrevista por telefone. E acrescentou que está familiarizado com a pesquisa da Johns Hopkins. "Até o momento não há efeitos conhecidos à saúde humana causados por PFOA", disse.

A evidência de presença de PFOA em 100% das amostras de sangue de cordões umbilicais analisadas pelos toxicologistas dos CDC e pela Universidade Johns Hopkins foi informada no mês passado.

As concentrações eram baixas, disseram os pesquisadores, e tanto a Agência de Proteção Ambiental (EPA) quanto a FDA disseram desconhecer qualquer evidência de que a população americana está sendo exposta a níveis perigosos.

Mas o toxicologista da Johns Hopkins que dirigiu o estudo disse que ele também revelou elos estatisticamente significativos entre os níveis de PFOA no sangue do cordão umbilical e o peso dos bebês no nascimento, circunferência da cabeça e outras medições comuns da saúde do recém-nascido.

O relatório está entre uma série de estudos que nos últimos meses aumentaram a preocupação com a presença de PFOA e várias substâncias químicas relacionadas em seres humanos, seu alimento e meio ambiente.

Um painel da EPA de consultores científicos disse ao administrador Stephen Johnson, no ano passado, que a maioria deles está convencida de que o PFOA deve ser considerado como um provável carcinógeno humano e regulado de acordo. Alguns sentiam que deveria ser designado como "possível" carcinógeno.

O painel não ofereceu sugestão sobre os níveis de exposição capazes de causar câncer nos seres humanos, mas notou que em experiências com animais, a substância estava associada a cânceres de fígado e pâncreas.

O PFOA e seus primos químicos são substâncias feitas pelo homem que desde os anos 50 se tornaram ubíquas no meio ambiente, do Oceano Ártico aos solos da rural Geórgia.

As substâncias foram encontradas no sangue de pandas gigantes da China, albatrozes no Atol de Midway, no meio do Oceano Pacífico, em golfinhos em Indian River Lagoon, Flórida, e em ursos polares na Groenlândia.

John Washington, um químico do laboratório da EPA em Athens, Geórgia, informou no mês passado que "traços" de PFOA foram extraídos de amostras de solo coletadas em Athens e perto de Watkinsville, Geórgia.

Em um estudo publicado no site da revista "Environmental Science and Technology" no mês passado, os pesquisadores da Johns Hopkins descreveram as análises de sangue de cordão umbilical extraídas de 299 bebês nascidos em Baltimore, Maryland, em 2004 e 2005.

Quando as amostras de sangue foram analisadas pelos CDC, todas continham PFOA, disse a pediatra Lynn Goldman, principal autora do estudo, e 99% continham uma substância química relacionada, sulfonato perfluoroctano (PFOS).

Goldman não pôde ser contatada para comentários. Mas, segundo um artigo publicado na edição atual de outra revista, a "Environmental Health Perspectives", Goldman encontrou correlações entre as concentrações das substâncias químicas e indicadores comuns da saúde dos bebês.

A revista informou que Goldman disse em um recente encontro da Sociedade de Toxicologia que os indicadores incluíam a circunferência da cabeça, peso de nascimento e uma medição da massa corporal conhecida como "índice ponderal".

"Quanto mais baixo o índice ponderal, maior é a concentração de PFOS e PFOA", Goldman disse à conferência segundo a revista.

Em outro estudo divulgado em março, Antonia Calafat, uma química do Centro Nacional de Saúde Ambiental dos CDC, disse que a análise de 1.562 amostras de sangue encontrou baixo nível de PFOA, PFOS e várias substâncias relacionadas em todas as amostras. As amostras foram coletadas em 1999 e 2000 como parte de uma pesquisa nacional de saúde e nutrição.

Tradução: George El Khouri Andolfato

marcia disse...

posso dar uma bicadinha nesta foto? posso? posso? hein? hein? :D

Maroto disse...

não esquenta, Sean, o único fator decisivo para o surgimento do câncer, assim como de vários outros males, é estar vivo.
A opção se avizinha a deixar de comer pipoca (e pinhão e doce de pelotas - ou eu saio desse circuito de blogs ou no final do inverso vou ser o urubu mais gordo da história)

Rosamaria disse...

Sean

recebi um e-mail do Zeca hoje de manhã com este assunto.
a cada dia descobrem que as modernidades fazem mal.
o bom mesmo era quando a gente tinha que debulhar o milho de pipocas e as mãos ficavam escalavradas. e ariar os talheres e panelas com cinza, pois nem bombril existia.
nenhum blogueiro deve ter passado por isso. eu sou a vovó de todos.
huáhuáhuá

Graziana disse...

haaaa mas não vai deixar de comer pipoca aqgora né:
:D

Carlos Eduardo Carrion disse...

Claro que alguns avisos devem ser levados a sério. Mas existe uma epidemia de advertências, e que nos ameaçam com castigos terríveis. Sai a Igreja e entra a Ciência. Se eu fosse me cuidar de tudo que me dizem ser perigoso, cancerígeno, etc., creio que viraria um daqueles um daqueles faquires que ficava sentado em cima de pregos numa caixa de vidro. E, mesmo assim, ele corria o risco de pegar um tétano, por exemplo.

Adriana Amaral (Lady A.) disse...

ahh mas que saco.. e com q vou tomar a minha coca-cola (temos isso em comum, sou viciada)? eu amo pipoca de micro!!! ah sem condições...rs

ederson disse...

tem é q fazer pipoca na panela, com óleo fritando e milhos pulando pra fora. assim que é legal.

Zeca La-Rocca disse...

Pior seria se usassem teflon para revestir internamente as camisinhas...

mas no saco de pipoca? duvido q alguém deixe de comê-las.

E agora, q a gordura trans já deixou as manchetes, eles tinham q encontrarem outro assunto, némesmo!!!

Fabi disse...

Pode vir até com o alienígena dentro do pacote, que eu como ele também! haha
Beijos da rabugenta

=**

Daniela disse...

Viver dá câncer.

Depois da reabilitação da manteiga, do ovo, do café e, finalmente, do chocolate, que eram responsáveis por tudo de mal que poderia ocorrer a quem tivesse a ousadia de ingerir esses alimentos, eu não dou mais bola para essas pesquisas. Vai que daqui a pouco descobrem que o teflon faz bem pro coração?

firvidas disse...

Nas famosas palavras que eram sempre a resposta que o meu pai dava a tudo que era sério:

Estamos f-d-d-s :o)!

Melly

Lu disse...

hahahahaha. Tu sabe que minha sogra há muitos anos atrás, já dizia pros meus filhos que comer muita margarina fazia mal. A gente nem dava bola, eles muito menos e ela dizia: "olha, comer margarina faz cair o pinto". Eles davam risada. Aí veio a tal gordura trans e muito mais. Daqui a pouco não vamos comer mais nada.
Mas que esta pipoca tá bonita tá. É, porque pra ser boa, primeiro tem que agradar os olhos..... e eu que nem gosto muito de pipoca, me deu vontade de comer...hehehhehe

Luís Galego disse...

bem só um brasileiro é que podia escrever assim....o raio do português è ainda tão seco...é um prazer, vir aqui, com ou sem pipoca...

Ferdibrand disse...

Será que não tem lobby de Hollywood pra que as pessoas não comam pipoca em casa?

Chawca disse...

Tenho suspeita de que até eu provoco cancêr nos outros...

Neura mais chata... Ou tem gordura trans, ou causa cancêr, ou é transgênico,,,,,bláaaa

Eu vou morrer um dia mesmo....

fernanda disse...

eu tenho pipoqueira ra ra ra ra