06 junho 2007

A zarolha

O nobre bispo Edir Macedo, da nobre Universal do Reino de Deus, ganha batalhas não só na justiça divina, mas na dos homens também. A nobilíssima desembargadora Maria Olívia Alves, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu que todas as comunidades do Orkut, que supostamente falam mal da tal Igreja, devem ser retiradas do site. Ficam só as que dizem amém ao bispo. A decisão é final.

Em outra instância, multiplicam-se exponencialmente os endereços para baixar a biografia não autorizada do “rei” Roberto Carlos, aquele cantor que não sabe cantar e que não escreve uma letra decente há mais de 30 anos. Dias atrás, ele conseguiu através da Justiça recolher milhares de exemplares de sua biografia e embargar futuras edições. Não gostou do que leu, sentiu-se invadido, apesar de ter construído uma carreira pública se expondo na mídia. Não cabe recurso a essa decisão, mas Dom Quixote deve lutar contra os moinhos internéticos agora.

Na Espanha, as principais empresas fonográficas se reuniram pra pedir a cabeça de quem troca música através do Kazaa. Alcunhadas de “Promusicae”, querem o endereço IP de cada usuário para processá-los individualmente. A Justiça espanhola disse não, e a decisão final foi parar no tribunal de Bruxelas.

Pois é. Ainda fico revoltadinho quando vejo a incompetência ser premiada. Tanto a Universal, quanto Roberto Carlos ou a Promusicae querem ganhar na mão grande, negando liberdade ao outros. Expõem-se publicamente, mas não sabem lidar com os problemas que criam, usando a justiça pra levar a melhor. No Brasil, em que repetidas vezes essa instituição se mostra preocupada apenas com seus privilégios e os da classe que representa, o cidadão acaba sendo quase sempre o condenado. A Espanha mostrou bom senso em negar o pedido de quebra de sigilo, mas a mentalidade das empresas ainda é arcaica.

Sinceramente, não acredito na possibilidade de um futuro com relações mais justas entre governos e cidadãos, entre empresas e consumidores. Não acredito numa sociedade mais democrática, sem discriminação, racismo, exploração e injustiças. Acho que de tempos em tempos avançamos em alguns pontos, mas ao mesmo tempo recuamos em outros. Tudo é cíclico, e depois da bonança a tempestade volta a se instaurar.

Talvez isso soe cínico demais para alguns, amargo demais para outros. O que quero deixar claro é que a maldita vigilância eterna ainda é o preço da democracia possível. É só olhar pro lado, numa fração de segundos, que algum malandro nos passa a perna e caímos de quatro, tendo que recomeçar tudo de novo. Aqui no Brasil, essa onda de censura oficial – além da sempre atuante “oficialesca” – começa a se instaurar com força. Mas não vejo muita diferença na Europa ou EUA. É uma expressão do tempo em que vivemos.

22 comentários:

Suely disse...

ou seja: em todo lugar, com qualquer tecnologia, é sempre a mesma merda.

Anônimo disse...

os endereços "multiplica-se" exponencialmente

Sean Hagen disse...

*



SUELY
pior é que é.
lamentável.


ANÔNIMO
gracias, chico - no lo creo que seas chica.
vossa atención y preocupación me encantam.




*

Graziana disse...

pois é.
não me parece cinico, nem amargo. é a realidade, nua e crua.
ontem fui assistir o William Waack e ele apontou inumeras coisas da politica e economia do Brasil, também disse que podia parecer "duro", amargo, mas também falou a verdade, nua e crua...

marcia disse...

gosto dos teus textos patifes, mas também gosto (muito) dos teus textos sérios.

a Internet veio subverter muita coisa, e muito ainda há por vir. quando falamos de troca de músicas, por exemplo, tocamos diretamente no capital e nos direitos autorais, fazendo tremer uma grande indústria. eu uso o Emule e não compro um CD há tempos. devo estar dando prejuízo para gravadoras, cantores e compositores, mas estou conhecendo gente que nem pensaria em conhecer, o que deve ser bom para eles também.

o caso de Roberto Carlos (por que ele é rei, hein?) merece análise especial, porque a editora capitulou, e até o autor foi surpreendido pelo recuo da editora já diante do juiz. achei muito legal uma entrevista dele (do autor do livro), que li no blog "O biscoito fino e a massa", em que ele dizia que não se importava que as pessoas estivessem baixando da Internet, pois o que ele queria mesmo era ser lido. é um cara que compreende o poder da informação que circula, que vê mais longe que a maioria.

já a historinha da Universal é abjeta e merece um repúdio sem ressalva alguma. volta e meia tem alguém tentando controlar as comunidades do Orkut, principalmente as que "odeiam" alguma coisa. o bispo Edir Macedo está muito mal acostumado. não paga imposto e lava dinheiro, mas na hora de censurar quem o detesta recorre às leis. totalmente coerente com sua própria imoralidade.

mas eu confesso que sou otimista. vemos as reações se estabelecendo e gente conservadora se ferrando, como no recente caso Cicarelli. ela continua aí, fazendo suas imbecilidades para um público imbecilizado, mas não conseguiu meter a mão onde não devia.

marcia disse...

que piuzão eu dei, né? desculpaê.

raquel disse...

Ou seja, o problema não é a tecnologia, mas aqueles dentro do sistema jurídico. Infelizmente, as faculdades de Direito no Brasil cada vez mais geram seres acríticos, afogados em sua própria sede de poder, cegos para a realidade e a justiça. O direito à liberdade de expressão, cláusula pétrea da constituição federal, é sempre o primeiro a ser atingido pelo Capital. Especialmente quando o poder de discutir é democratizado, popularizado, o que significa que o um que podia reclamar antes agora pode reclamar em público. Nunca entendi como o direito à liberdade de expressão, um dos direitos-pais dos sistemas democráticos possa ser tão relativizado e limitado numa sociedade que se diz democrática.

Enfim, é por isso que eu não estou no meio.

ederson disse...

Quanto ao Roberto Carlos, a Justiça não decidiu pela retirada dos livros. O caso nem foi julgado. Entraram em acordo, ele e a editora. A editora cedeu todos os livros que tinha no estoque em troca de o cantor não levar adiante um outro processo, o de danos morais (ou algo do tipo), pelo qual ele poderia ganhar milhões.

Eu acho que ele está certo. Você não leu o livro e não captou o alcance que ele tem, tanto profissional quanto pessoal. O processo todo pode ser entendido ao se ler o capítulo em que o autor fala da Maria Rita. É bem triste. E se eu fiquei triste, imagina como não ficou o Roberto Carlos e as pessoas próximas a ele.

Não creio que alguém tenha que saber das intimidades de alguém, só porque ele é famoso. Eu não preciso ver Britney Spears dançando sem calcinha numa boate, assim como não preciso saber do câncer da Maria Rita. Falar sobre casos amorosos ou uma perna faltando é uma coisa, agora entrar no seio familiar de alguém e tocar num assunto tão delicado e doloroso quanto esse é uma falta de respeito. é preciso estar preparado para processos nesses casos, e não ficar posando de coitadinho, "ai, eu sou fã e queria que ele gostasse do livro".

Quanto a ele não saber cantar, é algo completamente inverídico. Ao ler o livro, por exemplo, sabemos de coisas incríveis que ele fez e conseguiu exatamente por ser um grande cantor, inclusive ganhando festivais internacionais e sendo aplaudido por críticos e outros músicos em apresentações e afins.

Quanto a ele não escrever uma letra decente há 30 anos, tb não é verdade. Pelo menos o raio temporal não é tão grande. O problema é que a partir da década de 80 ele foi caindo na redundância. Ok, o blogger está piscando: "por favor, pare de escrever!".

Adriana disse...

Sean, aqui na Espanha estao sempre fazendo alarde que vao pegar aqueles usuarios que baixam filmes e músicas por internet, mas ambem tem bastante cantores que dizem que o problema e maior que baixar musicas e filmes, pois osDVDs originais sao carissimos...entao soluçao baixar pela net. Eu nao uso o emule ja faz muito tempo uso o ARES qque baixa mais rapido, baixo peliculas que estao estreiando...ou seja cinema para mim virou extinçao (o cine aqui e caro custa 6 euros, mais as pipocas, a coca-cola)nao tenho ideia qto custa no Brasil.Quanto ao livro do Roberto Carlos pouco posso dizer, porque o que sei vi na net...e eu sou uma fa confessa das músicas antigas do Rei Roberto Carlos...mas tambem acredito que ninguem deve expor o lado mais triste da vida de ninguem, seja ele rei ou nao.
Beijinhos carinhosos cheios de energia positiva do outro lado do oceano

Sean Hagen disse...

*




GRAZI
estamos num momento de mudanças, e a internet se mostra um poderoso veículo de comunicação capaz de nos fazer repensar as relações. pro bem e pro mal.



MARCIA
acho fascinante as pessoas ainda subestimarem a força da internet. tudo vai parar nela, tudo se sabe através dela, até aquilo que a justiça proibe em detrimento da população.

o caso roberto carlos entrou aqui para mostrar que ele, mesmo agindo de forma autoritária se amparando na Justiça - e que eu duvido que não iria ganhar, mas isso é suposição -, esquece que esse ato foi o maior marketing pra tudo ir parar na rede, e de graça. vai lutar contra cada blog que disponibilizar a biobrafia agora?
advogados e juistiça já deviam ter se antenado pra força da internet também. e os estragos e acertos que ela pode causar.

e escreva muito, sempre.
é ótimo ter opiniões, longas ou curtas.
o bom é debater.



RAQUEL
vc resumiu de forma direta a idéia meio dispersa com que construi o post. é exatamente isso que penso e por isso trouxe esses três exemplos.

se tivéssemos na idade média, a internet já estaria amarrada num tronco sentido as lambidas calientes do fogo.


EDERSON
acho que toquei em alguns de seus questionamentos no que respondi pra Marcia.

mas realmente fui apressado quando me referi ao rei, já que minha idéia era falar sobre essa relação torta que se instaura com a justiça. por isso dei o link do caso pras pessoas se inteirarem corretamente da negociação.

buenas, como o post é sobre essa relação, eu continuo achando que ele está errado, e muito. não li a biografia e nem me interessa ler, mas como jornalista e cidadão, me incomoda quando liberdades são cassadas. vc alega que o capítulo sobre a maria rita, mulher dele que morreu de câncer - é isso? -, é triste e "tocar num assunto tão delicado e doloroso quanto esse é uma falta de respeito". mas quando ele vendia a maria rita como musa, pra vender mais discos, não era falta de respeito com ela? quando os dois posavam pra capas de revistas, abriam a casa pras TVs, ele fazia marketing em cima da relação amorosa dos dois, o que era isso?

aqui na minha casa, cresci ouvindo a máxima "quem fala o que quer, ouve o que não quer". e foi um belo aprendizado. no caso do roberto, eu mudaria pra "quem expõe o que quer, é exposto ao que não quer". se ele ganhou dinheiro em cima dessa relação, ele autorizou quem quer que seja a falar dessa relação, mesmo as partes ruins que ele tentou apagar. quer coisa mais patética do que ele pedindo rezas pra poupulação, pedindo rezas pros padrecos superstar? ele jogou o sofrimento dos dois dentro da mídia, e depois posa de indigando. não dá, né?

quanto a ele saber cantar, aí eu quero ajuda de um especialista, pelamordezeus! o cara não tem alcance vocal, não tem potência, não sustenta uma nota, tem uma voz opaca, falha e desafina e isso é ser bom cantor? ele pode ser talvez, quem sabe, um intérprete razoável, mas isso é diferente.

do final dos anos 70 até hoje, qual música dele se tornou um clássico? sim, eu fui leviano em chutar 30 anos, não quis ser literal. mas o cara de letras deliciosamente cafonas e inventivas, ficou lá atrás. nunca mais se ouviu falar de 'um cachorro que sorri latindo'.

e tu é fã. eu não sou. tu sempre vai ter mais argumentos do que eu.
isso não vale.



ADRIANA
deixa eu te fazer uma pergunta: quando vc recebeu mails desagradáveis te acusando de se expôr demais no blog, não é uma situação parecida?

isso só aconteceu porque vc deu o primeiro passo, entrou na blogosfera e se tornou 'alguém'. no mesmo instante, tudo o que vc faz e diz se torna coletivo, é de todos. o que abre espaço pra uns 'ninguéns' te importunarem. e de vc simplesmente ignorar. claro que esto sendo reducionista aqui, mas o conceito é o mesmo. e é disso que quis tratar nesse post.

eu confesso que ainda sou neanderthal nesse assunto de troca de arquivos, não baixo música, filme, nada. mas tá na hora de começar, né? manda o endereço do ARES pra gente testar. sendo mais rápido, até arrisco.




*

Ana disse...

E tem a Xuxa, que conseguiu impedir a exibição de um filme dirigido pelo Walter Hugo Khouri, com Vera Fisher, Tarcísio Meira...

Também acho que quem quer privacidade mantenha sua vida... privada! Heheheheh!

Adriana disse...

SEAN, EM UM PONTO CONCORDO CONTIGO...EU EXPUS MINHA VIDA NESTE BLOG E SENDO ABERTO AO PÚBLICO ARRISCO QUE UNS BABACAS VENHAM AQUI E DIGAM COISAS DESAGRADAVEIS, EU ME DEFENDI DA FORMA QUE FUI ATACADA:POSTANDO, MAS BEM CONCIENTE QUE SENDO UM BLOG PUBLICO ESTARIA CORRENDO ESTE RISCO...MAS UM FAMOSO SEJA ELE QUEM SEJA(COMO ROBERTO CARLOS)TEM DIREITO A ALGUM TIPO DE INTIMIDADE NAO CRES?
AMANHA TE ENVIAREI A PAGINA DO ARES OK?
BEIJINHOS CARINHOSOS DO OUTR LADO DO OCEANO

maristela bairros disse...

Sean. A gente, é jornalista (pelo começo da frase, já sentiu, né?) sabe o quanto é usado como escada para dar notoriedade a coisas e pessoas. Faz a lista dos que já entrevistamos e publicamos prá ver! Quantos merecem? A velha história: os caras dão o...dedo para ser "alguém". Aí, quando não sai do jeito que querem (lembra as reclamações de fontes, por exemplo?) saem dando de guarda-chuva em quem? em quem? Lógico: nessa nossa racinha miserável de jornalista/comunicador (argh!). Não questiono o valor "artístico" do Rei (que virou rei por causa da mídia...), sou fã dele daquelas outras eras. E esse lance autoritário dele não difere de outros tiques que ele tem, como o TOC, a bronca da cor marron etc etc. Como Tim Maia fazia com os músicos, como o Faustão faz com sua equipe no ar. OU seja: poder montado na cabeça. E, nos casos de que falas, quando ainda arruma uma autoridade (!!!) que avaliza tudo, sai da frente. O que sobra pros curumins como nós? Ainda te conto a minha reunião de condomínio desta semana!
Ah: eu não compro mais CD nenhum também. E dê-lhe Dreamule. Tô com um acervinho de 730 músicas no computador. E crescendo.
bj
maristela

Penkala disse...

o que me encanta é que em qualquer lugar, e a internet é só mais um flanco pra perdermos a liberdade, quem ganha sempre são os sacanas. a igreja é a que mais me irrita. essa universal, então, nem me fala. e gente "de juizo" que dá o aval pra esse tipo de coisa, e que é a mesma gente que nega justiça a pessoas realmente necessitadas..., putz...
eu também não acredito mais na humanidade. estou contigo: amarga ou não, é uma constatação bastante coerente. o mundo só te dá exemplos disso, né?

Carlos Eduardo Carrion disse...

Meu caro Sean.
Se nós pensarmos que em todos estes escândalos existem empreiteiros e banqueiros envolvidos direta, ou indiretamente, ainda que aparentemente, pelo menos, como terceiros inocentes.
Se nós pensarmos que num país superticioso como o nosso, qualquer um que tenha acesso a Deus, ou aos poderes do céu (sic), consegue assegurar um monte de votos.
Pergunto-te:
Existe algum espaço para que se pense numa melhora desta tendência censurística?

maristela bairros disse...

Sean, eu de nvo. Te convidei prum meme estraaaaanho. Vai lá. E não vale debochar dos meus cantores - é geleia geral mesmo, que bem minha cabeça, bjs maris

ederson disse...

é, talvez vc tenha razão ao dizer que ele jogou a Maria Rita na mídia e agora não poderia reclamar. mas ele pode. e, certo ou não, é direito dele não querer que falem da agonia da mulher dele no hospital.

quanto a ele ser bom cantor ou não, é relativo. depende do que cada um considera um bom cantor. não acho, por exemplo, que um cantor só é bom ao ter uma voz perfeita, regular, grande, sempre afinada. pessoas assim estão aos montes nos bares e enchem o programa do raul gil. eles são grandes cantores por isso? apenas por ter uma voz "de cantor"? não é isso, por exemplo, que sempre se apregoa no programa Ídolos. E o programa pode ter mil defeitos, mas os jurados são pessoas decentes e rechaçam os candidatos com grandes vozes, mas vazias de interpretação, sentimento e força.

quanto ao fato de ele não ter feito nenhum clássico depois dos anos 70, dou um exemplo: Nossa Senhora, que é de 1993. você pode não gostar por vários aspectos, eu posso não gostar por outros aspectos, mas todo mundo conhece, toca muito nas rádios até hoje, e provavelmente todo mundo sabe cantar pelo menos os 2 primeiros versos. e é uma música bonita, se considerada em seu nicho religioso.

depois dessa talvez não tenha havido nenhhum outro "clássico", mas isso tb não é importante. Ou um artista lança discos para q suas músicas se tornem clássicos? ele manteve uma carreira estável, ao tempo em que todos os outros próximos ou semelhantes a ele (com excessão, talvez, de Erasmo Carlos) caíram em decadência total. Vanderléa, por exemplo, canta as mesmas 3 músicas há 40 anos. Vanderley Cardoso pede emprego na televisão. Cauby Peixoto (que tem aquela voz incrível "de cantor") não sai da mesma coisa desde a década de 50. Roberto carlos lança um disco por ano, faz shows lotados em estádios, tem grande audiência na TV. as pessoas, provavelmente, gostam das letras q ele escreve e da voz com que ele canta.

e eu não sou fã. não gosto dessa palavra. mas admiro ele como artista,como compositor e como cantor (assim como admiro Morrissey, que desafina pra cacete, mas é um grande cantor - ou intérprete - e Chico Buarque, que tem uma voz de mixaria).

Luís Galego disse...

Pois é. Ainda fico revoltadinho quando vejo a incompetência ser premiada.


penso que esse é um problema que ainda não restá resolvido e infelizmente não diz respeito somente à América Latina. Portugal, infelizmente, está a viver momentos sérios de incompet~encia que me estão a deixar deveras preocupado. Tenho que concluir que não obstante termos tido uma revolução em 1975, temos ainda uma constituição por cumprir.

Um abraço desde Lisboa.

Maitê disse...

Daqui a pouco o Edir vai mandar costurar a boca das pessoas que nem sapo... Ô povinho! Não foi no Compós?

Abs

Rosamaria disse...

acho que já foi dito tudo, Sean.
reforço o que a Penkala disse. tu sabes o que penso sobre a igreja.
bjim.

Luci Lacey disse...

Sean

O livro sobre o Roberto Carlos e tao bonito, tao bem escrito e um passeio lindo pelos ano 60 e 70 principalmente, tudo foi contado de uma forma tao bonita e leal..

Fiquei morta de pena do cara que escreveu o livro.

Se ainda nao leu o livro, e caso queira, posso te envia-lo por email.

Quanto ao Bispo, nao tenho nada a declarar.

A justica brasileira e uma nodoa em nossas vidas.

Beijinhos e boa semana.

Chawca disse...

enquanto não implicarem com meu modesto blog, continuo postando minhas musiquinhas pra quem quiser baixar...
Acho isso hipocrisia, eles tem é que se adequar a essa nova realidade, e não regredir...