14 julho 2007

Cariocas ruins de festa

A pira foi um dos poucos acertos num espetáculo de desastres


A abertura da Pan teve a cara do Brasil? Pra mim, não, por mais que Fátima Bernardes e Galvão Bueno repetissem isso. Não é minha cara porque não sou carioca. Porque não sou classe média descolada. Porque não me arvoro a arrogância de desrespeitar a tudo e a todos pelo simples prazer da galhofa.

A primeira vaia a Lula foi um protesto dessa classe média branca e viajada que pouco se importa se a vida dos mais pobres melhorou, reclama por seus privilégios – e nem posso negar que tenham direito a eles, então, vaia justa. Mas a segunda caiu na malandragem inconseqüente, na piada pela piada, na falta grosseira de entender o lugar que ocupavam no estádio naquele momento, frente a milhões de outros brasileiros e americanos.

Como toda personalidade inconseqüente, a massa carioca perdeu a mão, e as vaias foram a marca da abertura. E daí para o Maracanã virar um extensão de Copacabana e Leblon em domingo de sol foi um passo. Vaiou-se os venezuelanos, afinal, eles e Chaves devem ser a mesma coisa. Mas também se vaiou os bolivianos e, claro, os norte-americanos. Carioca “ixperrtu” sabe diferenciar as coisas. E sabe ser um ótimo anfitrião.

Os nativos que lotavam as arquibancadas quiseram tomar pra si a festa que era de todos: festa organizada por eles, que tinha a cara deles. Quando a câmera passava entre os ritmistas ou bailarinos, muitos largavam o trabalho e começam a abanar e mandar beijos, formando grandes aglomerações. Será que alguém se deu conta de que isso poderia estragar o espetáculo, ou que é falta de comprometimento e profissionalismo? Claro que não, merrmão, carioca descolado é assim mesmo. Tudo é farra, tudo é zoeira, pra que se estressar?

Pois é. E os cariocas têm o maior carnaval do mundo, algo realmente surpreendente. E o que se viu na abertura do Pan foi uma constrangedora festinha de escola, dessas com jogral e crianças vestidas com fantasias improvisadas. Não havia unidade no espetáculo, não havia inventividade, não havia aproveitamento de espaços. Tudo ficou micro e acanhado. Rosa Magalhães, um dos grandes nomes da área, pensou pequeno. Ou pensou carioca e fez um trabalho desleixado e sem brilho.

Adriana Calcanhoto foi um dos únicos momentos de real emoção nessa balbúrdia. Sentada numa gigantesca cadeira, tocando seu violãozinho, contagiou e deu seu recado. Praticamente sozinha, ocupou todos os espaços do Maracanã. Chico César fez o mesmo, amparado por uma magnífica coreografia de Débora Colker, uma carioca cidadã do mundo. E numa demonstração pra lá de macaca de copiar o que não se deve, a grande Elza Soares foi um constrangimento desnecessário. Linda e classuda nos seus mais de 70 anos, desafinou, esqueceu a letra três vezes e, involuntariamente, cassou o direito do público de cantar o Hino Nacional, já que deu uma roupagem nova à interpretação. Não houve naipe de sopros, não houve percussão, foi tudo à capela. O soberbo arranjo, uma beleza ímpar e gongórica que mais parece um passeio de montanha russa cheio de loopings emocionais, foi cortado. Até o Hino os organizadores cariocas nos garfaram.

Se é dessa forma que o Rio de Janeiro quer angariar respeito, lamento, mas não vai dar. Ou a porção séria, competente e trabalhadora da cidade assume as rédeas, ou a o povo da tal cidade maravilhosa vai continuar pagando pelos estereótipos que parte dele cria e solidifica.

28 comentários:

maristela bairros disse...

Sean. Estava agora mesmo pensando sobre a abertura do Pan quando entrei na tua página. Não vi o ao vivo, vi o compacto d ESPN e não posso, portanto, avaliar o todo. A não ser pela parte. E o que vi não me trouxe um pingo de emoção. A cena da cadeira é bonita, sim, mas parecia fora de esquadro tanto a música quanto o cenário naquele momento. Uma canção de ninar num estádio? Sei lá. Tudo pareceu teatro mal ensaiado e mal interpretado. Também pensei nesta irreverência carioca do tipo vamos gozar com tudo e todos no que toca à vaia para o Lula. De todo modo, ainda tomando a parte para enxergar o todo, foi algo sintomático que não pode ser desmerecido. Afinal, o governador do Rio é do partido do presidente, tá tentando arrumar a casa, é filho de um dos grandes nomes do samba (pelo menos na relação com ele), supõe-se que haveria uma certa "consideração". Não existe isso em multidão, nem com presidente em sua figura de autoridade máxima nem haveria se a massa tivesse implicado com os passinhos ridículos da Daniela Mercury querendo sambar, coitada. Daí a gente pensa: grana, grana, grana. Enfim. Tô escrevendo demais.
Vou lá pra casa, gastar meu espaço.
bj
maristela

Maitê disse...

E ainda colocaram a Daniela Mercury, a cantora mais chata do Brasil. Sabe, nem vi a Adriana Calcanhoto. Parei na metade, pois eu não gosto de carnaval. E queria ver a abertura do Pan, não a bateria da Mangueira.

Abs

Cátia disse...

Esse evento é uma PANlhaçada, Sean, uma PAN lhaçada...

Rosamaria disse...

eu só vi partes da abertura do Pan, pois estava com a casa cheia e atendendo a todos. vi o Hino Nacional ser assassinado pela Elza Soares, a Calcanhoto, a pira e foi só. fiquei sabendo da vaia pelos comentários.

tô com a Maitê, acho a Daniela um porre!

bjim.

Maroto disse...

eu não gosto de avacalhar os outros, mas gosto de vaiar o Lula. Não faço em público, que é pra não perder os amigos.

laurinha disse...

Eu gostei muito da montagem da Rosa! Ficou simples, colorido, bonito. Ainda assim, achei muito disneylandia! Adorei a coreografia na musica do chico cesar, AMEI MUITO a adriana naquele cadeirão e gostei demais daquela cascata de água!

Não gostei da Elza, nem da daniela mercury. Mas acho que o pior, mesmo, foi o povo carioca! êta povinho! Depois a pinta me chinga, ainda...

Fabi disse...

Curti o Arnaldo Antunes... quando ouvi sua voz grave, corri pra frente da TV.
Um cara bacana com um público seleto, era a última figura que eu esperava ver no circo do Pan.
Os organizadores foram tão tontos que não souberam nem usar de oportunismo... hahaha

marcia disse...

li no UOL que a Pira do Pan (hehe) custou 35 milhões de reais.
puxa, quero minha parte também na roubalheira. :(

Lu disse...

Só peguei a parte boa. Qdo cheguei em casa tava aparecendo quem? Claro, Adriana Calcanhoto. Cheguei, sentei e apreciei.Adorei. Linda, maravilhosa cantando com aquela voz que contagia o mundo. Perfeito. Adorei a abertura do Pan....hehehehehehe

Sarneba disse...

Cara,em toda festa onde há TV ,o público corre para dar tchauzinho pular e se abraçar.Seja no Rio,em Pelotas,São Luis ou Brasília.Não é privilégio do Rio.Tenho sérias restriçõe ao comportamento do povo carioc anos últimos anos(e sou carioca,já vou adiantando),mas sempre que leio críticas à cidade onde nasci,percebo uma certa dorzinha de cotovelo.Não prõvocação de minha parte,mas se eu,por exemplo,for me preocupar com a mannia de achar que seus sacos gaúchos são maiores que os de outros Estados,perderei amizades.Se eu for acreditar de verdade que paulistas trabalham árduamente e que nõa tem tempo pra diversão,tornarme-ei um workaholic(pois vivo hoje em SP).
Este regionalismo babaquinha,especialmente entre cariocas,paulistas e gaúchos me irrita,porquanto não leva alugar algum.Somos todos brasileiros,falamos amesma língua,temos defeitos regionais,mas por favor,critique sim a organização,a postura política de algumas autoridades no evento,os reflexos disto na manifestação de quem estava na arquibancada(que dizem ter sido tomada por partidários do Prefeito),mas generalizar a personalidade carioca?Seria preciso viver intensamente no Rio,assim como eu hoje,que vivo aqui em SP sei que as pessoas não são tãããão bitoladas em trabalho assim(e há muita malandragem,pois passam-se por trouxas para enganar).Nem por isto vou levantar a tese de que paulistas são falsos,quenada tá aqui um povo gente boa,tanto quanto os de seu Estado,de Pernambuco ou de Goiás.
Esse papo de que é desperdício ,concordo,mas todo ano de Copa é assim,todo Carnaval é assim.Onde se vê festa popular,podes ter certeza,a canlhada política(que não tem fronteira) deita e rola nas verbas.
Solução?Fiscalização,voto responsável,mais fiscalização e,sobretudo a consciência de que regionalismo é coisa do século XVIII!
No mais gostei muito do teu Blog e sinto-me á vontade para expressar aqui minhas opiniões,sejam concordantes ou não,pois viver em Democracia,ainda que sejamos novatos neste campo,é muito salutar!
Abraços lamacentos!

Penkala disse...

Sean, não poderia concordar mais.

e o que é isso de botar o joaquim cruz pra tocar fogo na pira? ele, que foi pros eua e quando voltou a esse país falava enrolado e se desculpava porque NÃO LEMBRAVA MAIS COMO SE FALAVA O PORTUGUÊS.

detestei elza (achei que ficou forçado, feito botar a derci pra falar palavrão) e detestei o tom frutas-verdes-praia-sol, fechado perversamente pela daniela mercury, que parece que vai rachar com aquele sorriso idiota na cara. onde estão os catarinas? os paulistas, talvez? os paranaenses, gaúchos, matogrossenses e mineiros? a abertura do pan provou que o brasil é esse país que adora REPETIR o discurso distorcido que os outros criam sobre nós e que adora falar de diversidade, mas só sabe entender o país pela lógica da malemolência carioca... enquanto aqui no sul se tirita de frio e se toma quentão. vampaputa todos.

e a vaia ao lula, sinceramente, achei I-DI-O-TA. não gosta dele? ok, não aplaude. mas não vaia o presidente do teu país no meio duma cerimônia desse gênero. se ele fosse um bush, ok.

fora o OI que a cariocada deu pro sujeito que começava a fala, em espanhol, falando HOY.

la-men-tá-vel

Claudia Lyra disse...

Não vi... mas essas aberturas geralmente decepcionam... então, não foi privilégio dos cariocas fazer um negócio estranho.

Sean Hagen disse...

*




MARISTELA
tu com anos de crítica de teatro nas cosas sabe do que estou falando. e viu o mesmo, pelo jeito. o pior da daniela, e de outras cantoras, pra mim, é a suspeita de que dublaram. não posso assegurar isso, porque tecnicamente transmissões de TV pode causar atraso na imagem e ou no vídeo, dando a sensação de fata de sincronia, mas, ela simplesmente não acompanhava tudo o que a música tinha.

quanto à inúmeras vaias ao Lula, achei completamente fora do tom. é como se uma criança ganhasse uma festa milionária dos pais, cheias de presentes, e na hora dos parabéns começasse a gritar que a mesada é curta, que nunca foi pra disney e deixasse todos os convidados constrangidos. hora e lugar errados pra fazer isso.

desmoralizar o presidente que tornou possível a festa - que vai gerar muito dinheiro aos cariocas - num momento desses, é mostrar o quão inábil aquela massa é na política.



MAITÊ
me surpreendeu também.
a tal daniela tá morta e enterrada, acho que nem os baianos sabem quem ela é. e a mulher fecha a festa.
viva a jabá das gravadoras.



CÁTIA
huáhuáhuáhuáhuáhuáhuáhuáhuá
bela definição.


ROSA
tô com a Maitê, acho a Daniela um porre! [3]


URUBUA
gosto de ti porque tu é educadinha. até na hora de comer carniça usa os talheres.
que foufa.



LAURA
a pinta te xinga?
quando?
e ela nem me convidou pra ajudar.
:p


tu é carioca, confessa.


FABI
eu gosto do arnaldo antunes também. mas acho que o tipo de música que ele faz não combina com multidão, festa, descontração. é algo mais 'cabeça'. e te confesso que não sei quem era a menina que tava cantando com ele. por sinal, os dois pareciam que tavam dublando também.


MARCIA
achei a pira belíssima, uma das mais criativas que já fizeram pra jogos. mas 35 milhozão é coisa pra galinha graúda.



LU
tu também é carioca.
até porque a calcanhoto acariocou há muito tempo. síndrome de elis regina.


SARNEBA
bem-vindo ao blog e às discussões, muitas, de preferência. traga outras visões, reclamações, questionamentos. eu cresço com isso, o blog cresce e meus poucos e camaradas leitores também.


buenas, se a festa fosse no sul, na bahia ou em mato grosso, minha cobrança seria a mesma tanto pra postura desrespeitosa do público quanto pra organização caótica. e se fosse aqui, seria muito mais duro do que fui, já que conheço o pontecial das pessoas e organizações locais.

ser vc leu com atenção o texto, viu que eu falo da "classe média branca e viajada", porque eu duvido que as classes C e D, que as favelas, tivessem grana pra entrar no estádio. e fecho o foco ainda mais: falo do carioca "ixperrtu", o que adora vestir o estiriótipo do "merrmão".

ou seja: falei muito especificamente de um tipo caricato que habita a terra maravilhosa, o mesmo que cresceu assintindo a Rede Globo dizer que ele é a sétima maravilha do mundo, e que o Brasil é ele.

mas vamos adiante: no encerramento do texto, falo que o Rio precisa dar as rédas pra "porção séria, competente e trabalhadora da cidade".

então, quando vc fala de "regionalismo babaquinha" ou que percebe "uma certa dorzinha de cotovelo", eu não tomo essas referências a mim, porque deixei muito claro o ângulo da qual estou olhando.

e nunca vi numa abertura de grande evento nos EUA, França ou Espanha as pessoas deixarem o posto de atuação pra correr pras câmeras e mandar beijo. falta grave, falta de profissionalismo, de comprometimento.

cada estado tira proveito e sofre com os regionalismos que cria ou que lhe são atribuídos. quando isso atrapalha o andamento das coisas, não é disputinha, não. é hora de rever conceitos.


ANA
talvez isso tenha sido o que mais me incomodou na cocepção da Rosa: repetir o discurso esteriotipado que fazem de nós, com o brasil sendo praia, jacaré e farra. e por isso o clima de domingo carioca imperou, perdeu a mão e a aquibancada mimetizou o pior coportamento que se poderia esperar dos cariocas. mais caricato, impossível.

o 'oi', devolvido pra um 'hoy', foi surreal. mostra o brutal distanciamento que temos de nossos países vizinhos, coisa que nós, por uma questão geográfica e histórica mais próximos do uruguai, argentina e paraguai, não sofremos tanto.



CLAUDIA
pior que é.
mas lembro de algumas inesquecíveis, como dos jogos na antiga URSS, na Espanha, na Coréia.

o que me choca é a grandeze a maravilha do carnaval carioca não ter aparecido em nenhum lugar. é algo genuinamente nosso que se perdeu no meio dos jacarés e banhistas estilizados.




*

Laurinha disse...

Pára, tá! Pode discordar, pode até me avacalhar - mas não ofende!...

GAÚCHAAAAAAAAA!

:P

sueli halfen ( POA) disse...

Foi tudo em Plaibeque!!!!!!até a bateria....

ederson disse...

ufa! até que enfim alguém pra falar mal daquilo.
Mas não é exclusivo do Rio fazer aberturas constrangedoras... ultimamente, tudo mundo faz esse espetáculo brega, cheio de pessoas vestidas de samambaia (ou ursos, ou cangurus, ou elefantes...) dançando, e pulando, e alguém com um cachê quilométrico cantando (daniela mercury, arnaldo antunes, Bjork, Shakira etc...).
Mas eu, por mim mesmo, detesto tudo e acho tudo inútil, inclusive o próprio Pan. Então nem falo nada.

Adriana disse...

Respondendo a sua pergunta, nao eu nao estou abandonando o blog...porque enquanto eu tiver prazer e contar minhas historias aqui estarei.
beijinhos meu amigo tu eres uma pessoa muito espevcial poruqe eres único. Obrigado por me dar a oportunidade de te conhecer atraves de suas palavras.

Luci Lacey disse...

Oi Sean

Olha nao tinha so carioca no Maracana nao.

Primo pela educacao e respeito sempre.

Mas as vaias, foram mais que merecidas, uma oportunidade que se perdida, seria dificil surgir outra.

Ele vive viajando pelo mundao de meu Deus e as estatisticas mostram ele como o melhor.

Para mim nao importa se carioca, mineiro, gaucho, cearense etc...

Amo todo mundo.

Quem vaiou merece meu apreco.

To cansada de tanta mentira deste cara.

Beijinhos e boa semana

Lu disse...

Ô Sean, eu só vi a Adriana. E realamente gosto muito dela, e a abertura do Pan pra mim foi isso, só ela, já a Elis nunca foi e nunca será das minhas favoritas, muito pelo contráio, nem gosto.

Lilaise disse...

sinceramente, isso me soa a bairrismo invejoso. mas, teu blogue, tuas regras.

foi bom enquanto durou.

Sean Hagen disse...

*



LAURA
ca-ri-ó-ca!



SUELI
putz, então não tô sozinho nessa.
mas tava apostando meu braço que era tudo dublagem.
- não consigo entrar no teu blog, manda o link? -



EDERSON
claro que não é exclusivo do Rio.
temos tido uma mais medonha do que a outro. mas é uma pena tudo o que o Rio oferece não ter aparecido. apareceu só a grosseiria.



ADRIANA
que bom!
continua nos mostrando aquelas comidinhas e paisagens deslumbrantes.
um beijo grande pra vc desde sua terra primeira.

LUCI
eu não amo todo mundo porque não sou bonzinho como vc - :p -, mas claro que não tenho nada contra nenhuma cultura regional. aqui mesmo no blog tô sempre brigando contra bairrismos e preconceitos.

assim como acho que a livre expressão é um direito de todos.
mas há aquela diferença entre liberdade e liberalidade.

lá no estádio, quem foi vaiado foi o Brasil, muito mais do que o Lula. vaiou-se o presidente, liderança maior do país eleita democraticamente.

guardada a representação primeira, a festa não era uma ato político, mas uma comunhão de povos irmanados por um ideal de fraternidade. esse é o espírito do Pan. e o que o público fez foi pisar nisso. coisa que as seis vais ao Lula e as vaias aos norte-americanos, venezuelanos e bolivianos ratificaram.


LU
eu te entendi.
só brinquei com o lance de todos que sobem começarem a chiar.
gaúchos chiadores.


LILAISE
beijo e boas cevas.





*

clarice disse...

Assisti a abertura pela ESPN , não suporto o Galvão, mas o pessoal desta emissora, estava o tempo todo reclamando da qualidade técnica das tramissões, do improvisamento ,da falta de responsabilidade com as emissoras que estavam transmitindo o evento.Acho que a abertura estava mais para desfile de escola de samba, que a Elza Soares parecia uma múmia desafinada, a Adriana ótima como sempre,mas até agora não encontrei a justificativa para a canção de ninar.E quanto as vaias, acho que foi para o momento político do Brasil e quem melhor representa este momento?Se estivesse lá vaiaria também.
Bjos

Flávia disse...

Olá! Estou aqui pela primeira vez, vim através do blog da Camu! Gostei do que vc escreveu em relação a vaia. Foi o primeiro relato do mesmo pensamento que o meu. Quanto será que era o ingresso para a abertura do Pan, só para a gente avaliar...;)
Na verdade, não gosto de generalizar esse negócio de carioca, gaúcho, paulista, acreano, rondoniense (nós existimos sim!). Mas a platéia que estava lá, foi meio "sem graça", vamos dizer assim. Eles, realmente não tem muita noção do quanto as pessoas de baixíssima renda tiveram de melhorias. E se um começa a vaiar,os outros , só no oba-oba, vaiam atrás. E não é porque vaiaram é que conseguiram se manisfestar. Tem que se manisfestar na hora do voto, na hora de cobrar dos políticos, na hora de botar as mangas de fora e fazer o que pregam.
Então chega, né. Já falei demais para quem acabou de chegar.
Vai desculpando a empolgação.
Abraços,
Flávia

Arnaldo disse...

Sean,

Concordo contigo que a vaia ao Lula foi dada pela classe média branca e viajada. Essa mesma classe média branca e viajada que o vaiaria se o evento fosse em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre ou Recife. Sei lá. não gosto muito de generalizar tanto assim. Tem muito carioca babaca, mas tem muito paulista assim, também. Como mineiros, gauchos, paraenses.

Sobre a abertuda do Pan, não vi nada. Não tenho muito saco pra solenidades.

Um abraço

SACANITAS disse...

adorei os comentarios aqui! ;)

as vaias foram lastimaveis, tremenda falta de educacao. roupa suja se lava em casa po!

beijoooo

Mariana Mesquita disse...

Não sei, acho que sou deslumbrada. Achei bem bonita a participação do Cordel do Fogo Encantado, da Orquestra Sinfônica e de Chico César/Debora Colker. Com muito do resto da descrição... concordo, concordo sim. BeijO!

Chawca disse...

Não vi nada disso, estava no Pronto Socorro por uma inflamação de garganta e enquanto esperei preferi ouvir meu mp3 a ver esse show de horror...
Mas eu aposto que a maioria nem sabia o que estava vaiando, foi na onda porque era divertido...
Mas pelo que vc descreveu, foi vergonhoso pra todo mundo...
Um abraço

fernanda disse...

não assisti à abertura do Pan, mas queria uma cadeira igual à da Calcanhoto, aliás, ela está ótima nessa fase criança-grande.