-----------------------------------------------------------------------------------------------foto sean hagen
Certezas imutáveis podem ser tão enganadoras quanto mentiras. A repetição mecânica esvazia a verdade que as torna vivas. São como fotos que amarelecem com o tempo contando sempre a mesma história. Há certezas que precisam ser destruídas para formar verdades mais coerentes. Mesmo que seja um processo frankensteinsiano, em que partes do todo são costuradas com fragmentos de vida e átimos de tempo.
Dois mil e sete finda mais uma passagem temporal nas verdades que carregamos vida a fora. Propiciou a chance de perpetuar certezas, mas também de destruir outras tantas, num movimento nem sempre coerente: saber o que realmente deve ser confirmado e o que deve ser descartado.
Não foi nada fácil pra mim, com certeza. Foi um período de perdas, de erros, de dores e decepções. E ao mesmo tempo, de reconfirmações, descobertas e encontros. Um ano que causou um rebuliço nas verdades que eu tinha como certas, mas que apontou novas perspectivas.
Espero que 2008 seja um ano marcante pra todos nós. Não apenas pelas coisas grandes que possa proporcionar, mas pela oportunidade de nos fazer melhores. E que pelo menos esta certeza seja irrefutável em 2009.


