12 setembro 2010

S.p.a.m

Entrei hoje no blog depois de eras passadas. Uma quantidade incessante de s.p.a.m começou a cair numa postagem antiga sobre um juiz maluco que consultava du.endes pra dar sentenças. E como de maluco o mundo tá cheio, volta e meia caem s.pans nessa postagem – e muitos nos últimos dias. Entrei, troquei o nome do post e espero que pare um pouco essa lixarama sem fim que recebo.

Claro que entrar num blog abandonado tem um preço. Idéias cristalizadas de outro momento, pessoas perdidas no oceano da internet, sentimentos que cresceram nesse espaço e não sei mais onde estão voltam à superfície. Quanta besteira dita, quanto sentimento revelado, quanta risada sobre as coisas risíveis da vida.

Mas passou, tudo passou. E o que ficou é história: mais um blog que nasceu e morreu nas experiências proporcionadas por uma nova mídia. Paixão de ocasião. Fogo de palha. Chuva de verão.

Quando voltar outra vez, tiro a poeira. E talvez até escreva alguma coisa, só pra marcar a passagem do tempo. E ouvir os ecos do passado, esse som murmurante que sempre habita as casas vazias.

Alguns chamam de fantasmas. Outros, de lembranças. Eu chamo de s.p.a.m.